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Saiba Tudo: Caixa vai lançar opção de crédito imobiliário com juros prefixados

Saiba Tudo: Caixa vai lançar opção de crédito imobiliário com juros prefixados

Terceira linha do banco deve começar a operar em março, segundo presidente da instituição, como parte de iniciativa para facilitar tomada de recursos.

A CAIXA deve lançar uma linha de crédito com juro prefixado em março, afirmou na quinta, 2 de janeiro de 2020, o presidente do banco estatal, Pedro Guimarães. “Você vai poder contratar crédito de 30 a 35 anos e saber quanto vai pagar neste período”, disse.

As condições ainda não foram definidas, mas Guimarães adiantou que os juros dessa modalidade serão maiores, já que embutirão um prêmio de risco. “Tem de ser mais do que taxa referencial (TR) mais 6,5%”, disse.

Será uma linha imobiliária diferente das outras duas que já são ofertadas pelo banco, ambas pós-fixadas. O juro será fixo e não terá outros indicadores de correção. Hoje, são oferecidas linhas de crédito corrigidas pela Taxa Referencial (TR) ou pelo índice oficial de inflação, o IPCA.

Na modalidade pós-fixada corrigida pela TR, a Caixa cobra juros de 6,5% a 8,5% ao ano, além da TR, e o prazo máximo de pagamento é de 420 meses; os recursos vêm da poupança e do FGTS. Já na linha pós-fixada corrigida pelo IPCA, a Caixa cobra juros de 2,95% a 4,95% ao ano, além da inflação; o prazo máximo do financiamento é de 360 meses, e o funding só permite o uso de recursos da poupança

Contratação de Financiamento

Ao buscar um financiamento para compra de um imóvel, o cliente terá três escolhas a fazer:

Cautela

Para o diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, a expectativa é que os bancos ofertem, ao menos no início, taxas muito semelhantes nos modelos pré e pós-fixados. Por isso, os clientes devem analisar todos os aspectos dessa escolha com cuidado.

Oliveira destaca que a vantagem do financiamento prefixado é que o cliente não será surpreendido por mudanças nas condições do contrato. “Serão 30 ou 35 anos de parcelas sem surpresas”, disse. Por outro lado, uma eventual melhora nas condições macroeconômicas que reduzam os juros ou a inflação não vão beneficiar esse cliente.

“Estamos falando de financiamentos de longo prazo e alto valor. Qualquer pequena redução na taxa de juros gera uma economia enorme ao longo do tempo. Uma queda de 1 ponto porcentual impacta fortemente um contrato de R$ 500 mil, R$ 1 milhão ou R$ 1,5 milhão”, disse.

Por outro lado, nos contratos pós-fixados, essas mesmas variáveis macroeconômicas podem ser um risco elevado a ser arcado pelo consumidor. Em um período de 30 a 35 anos, pode haver elevação da TR, por exemplo. Esse risco também existe quando o contrato está atrelado ao IPCA, já que a inflação pode subir ao longo desse período e dificultar o pagamento das prestações.

Palácio do Planalto

As declarações sobre a nova linha de financiamento foram feitas após Guimarães se reunir com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. O presidente da Caixa também disse que o Banco Central divulgou números desatualizados sobre saques do FGTS.

Em 20 de dezembro, o Banco Central divulgou que somente 44% dos recursos liberados foram efetivamente sacados pelos beneficiários. Segundo Guimarães, foram sacados até 60% dos recursos disponibilizados pelo fundo. A ideia é que o porcentual chegue 70% ao final das operações, segundo o presidente da Caixa.

Além disso, Guimarães disse que um milhão de pessoas já pediu acesso a recursos do “saque-aniversário” da parcela do FGTS.

IHCD

Guimarães disse que a Caixa deve fazer nova devolução dos chamados Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD) neste ano. “A cada trimestre a gente pode devolver mais um valor porque vai tendo mais lucro”, afirmou.

Segundo ele, o banco está preparado para a operação, mas depende de decisões de órgãos reguladores, como CVM e B3. “Por nós, o mais rápido (sobre prazo). São etapas que tem todos os órgãos reguladores, mas a gente está muito preparado para essas operações”, disse.

A Caixa devolveu ao governo um total de R$ 11,350 bilhões de IHCD em 2019. O valor trata de empréstimos feitos durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

LUCRO

A Caixa também deve apresentar lucro recorde em 2019, segundo Guimarães. Ele disse que não pode antecipar o valor do lucro, que ainda estaria sendo calculado e só deve ser divulgado em fevereiro, mas que o banco ganhou mais de um milhão de clientes nos últimos seis meses, “desde que reduzimos juros”.

Em março do ano passado, a Caixa anunciou lucro recorrente recorde de R$ 12,7 bilhões em 2018, 40% acima de 2017. Já o lucro líquido contábil foi de R$ 10,4 bilhões, 17,1% menor na mesma comparação.

 

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